Espécies cultivadas
Atualmente no LMM desenvolvem-se estudos com cinco espécies de moluscos:
A Crassostrea gigas, conhecida como ostra-do-Pacífico ou ostra japonesa, é uma espécie de molusco bivalve nativa do litoral asiático e amplamente cultivada em diversas partes do mundo devido ao seu rápido crescimento, à sua capacidade de adaptação e à sua importância econômica. É uma espécie filtradora, que se alimenta de microalgas e outras partículas em suspensão na água, desempenhando também um importante papel na dinâmica dos ecossistemas costeiros. A safra desta espécie inicia-se em outubro e se estende até julho do ano seguinte. A capacidade máxima de produção do laboratório é de 120.000.000 de larvas olhadas por mês. Na última safra de 2025/2026 foram entregues aproximadamente 50 milhões de sementes aos maricultores.
A Crassostrea sp., conhecida como ostra nativa, também faz parte dos moluscos estudados no LMM. Acreditava-se que existiam pelo menos duas espécies de ostra nativas (Crassostrea rhizophorae e C. brasiliana), porém, em 2002 também foi identificada a espécie C. gasar na Guiana Francesa e no Brasil. Posteriormente, foi identificado molecularmente que C. brasiliana e C. gasar eram a mesma espécie. Neste caso, prevalece a nomenclatura mais antiga C. gasar. As ostras Crassostrea gasar e Crassostrea rhizophorae são facilmente encontradas em raízes de árvores de manhue e costões rochosos, no infralitoral e mesolitoral.
Ostras perlíferas, pertencentes à família Pteriidae, possuem grande interesse tanto para uso comercial como para aquicultura, pois além da carne ser utilizada para consumo humano, são seres capazes de produzir pérolas. A ostra Pteria hirundo apresenta uma baixa densidade e frequência irregular de fixação de sementes em coletores e estruturas de cultivo de moluscos, sendo optado pelo cultivo em laboratório.
A vieira (Nodipecten nodosus) é um bivalve nativo da costa brasileira e uma espécie de interesse para a maricultura. Possui características marcantes, como as costelas radiais com nódulos e a capacidade de nadar por meio da abertura e fechamento das valvas. No LMM, a espécie é estudada e produzida em diferentes etapas do cultivo.



